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Fábula: O Pastor e o Lobo

   


 Um pastor de ovelhas achava a vida muito monótona. Por isso, inventava de tudo para se distrair. A sua diversão favorita era fingir que estava em apuros.
    - Um lobo! Socorro! Socorro! - costumava gritar aos quatro ventos.

    Quando as pessoas do povoado vinham em seu socorro, encontravam-no perfeitamente seguro, rindo a valer.
     Um dia apareceu um lobo de verdade na frente do pastor. Desesperado, ele começou a gritar como sempre fazia:
    - Um lobo! Socorro! Socorro!
    Desta vez ninguém veio socorrê-lo, e o pastor teve de se esconder em cima de uma moita de espinhos, enquanto o lobo devorava todas as suas ovelhas.






Moral da História: Ninguém acredita em um mentiroso, mesmo quando ele fala a verdade.

Fábula: O Leão e o Rato

    Depois de um cansativo dia de caça, um leão deitou debaixo de uma árvore para descansar. Quando adormeceu, uns ratos se atreveram a sair do seu esconderijo e começaram a brincar ao redor do leão. Logo o mais travesso, teve a ideia de se esconder debaixo da juba do leão, com tanta má sorte, que o despertou. Muito mal humorado por ver seu descanso interrompido, o leão agarrou o rato entre suas garras e deu um rugido:
    - Como você se atreve a perturbar meu sono, insignificante rato? Vou comê-lo para que possa aprender a lição!
    O rato, que estava tão assustado, que nem podia se mover, disse-lhe tremendo:
    - Por favor, não me mate, leão. Eu não queria te incomodar. Se me deixar livre, eu serei eternamente grato caso algum dia precise de mim.

    - Há há há! Riu-se o leão olhando para o rato. Um ser tão pequeno como você, vai me ajudar de que forma? Não me faça rir!
    Mas o rato insistiu outra vez, até que o leão, comovido pelo seu tamanho e sua valentia, deixou-lhe ir embora.
    Alguns dias depois, enquanto o rato passeava pelo bosque, ouviu uns rugidos terríveis que faziam as folhas das árvores tremerem. 
    Rapidamente correu até o lugar de onde vinha o barulho, e encontrou o leão ali, que havia ficado preso numa forte rede. O rato, decidido a pagar sua dívida, disse-lhe:
    - Não se preocupe que eu te salvarei.
    E o leão, sem pensar, perguntou:
    - Mas como, se você é tão pequeno para tanto esforço.
    O rato começou então a roer a corda da rede onde o leão estava preso, e o leão se salvou. O rato lhe disse:
    - Alguns dias atrás, você se enganou, pensando que eu nada poderia fazer para te agradecer. Agora é bom que saiba que os pequenos ratos somos agradecidos e cumprimos nossas promessas.
    O leão não teve palavras para agradecer ao pequeno rato. Desde esse dia, os dois ficaram amigos para sempre.

Moral: Nunca  devemos desprezar alguém, por mais humilde que seja. A vida dá muitas voltas e talvez um dia venhamos a precisar exatamente da sua ajuda. 

Fábula: A Roposa e a Cegonha





Um dia a raposa foi visitar a cegonha e convidou-a para jantar.
    Na noite seguinte, a cegonha chegou a casa da raposa.
- Que bem que cheira! – disse a cegonha ao ver a raposa a fazer o jantar.
    - Vem, anda comer. – disse a raposa, olhando o comprido bico da cegonha e rindo-se para si mesma.
    A raposa, que tinha feito uma saborosa sopa, serviu-a em dois pratos rasos e começou a lamber a sua. Mas a cegonha não conseguiu comer: o bico era demasiado comprido e estreito e o prato demasiado plano. Era, porém, demasiado educada para se queixar e voltou para casa cheia de fome.









      A cegonha pensou, voltou a pensar e achou que a raposa merecia uma lição. E convidou-a também para jantar. Fez uma apetitosa e bem cheirosa sopa, tal como a raposa tinha feito. Porém, desta vez serviu-a em jarros muito altos e estreitos, totalmente apropriados para enfiar o seu bico.
    - Anda, vem comer amiga Raposa, a sopa está simplesmente deliciosa. - espicaçou a cegonha, fazendo o ar mais cândido deste mundo.     E foi a vez de a raposa não conseguir comer nada: os jarros eram demasiado altos e muito estreitos. 
    - Muito obrigado, amiga Cegonha, mas não tenho fome nenhuma. - respondeu a raposa com um ar muito pesaroso. E voltou para casa de mau humor, porque a cegonha lhe tinha retribuído a partida. 




Moral: Quem com ferro fere, com ferro será ferido.